sábado, 27 de novembro de 2010

Hueco.


Soy un hueco, talvez no tan hueco, lleno de recuerdos invisibles. Tan invisibles que no los veo, ni permito que los vean. A ellos yo siento sola, sola como una tierra con un volcán, como un cielo con luna y sin estrellas. Sola, como mi propio hueco. Por eso, el amor es algo invisible en los días de hoy, porque todo lo que se ve, se muere, mientras el amor no muere, sino huye. Lo que es invisible, como la imaginación, huye, cuando a ella le hiere la realidad. Es capaz de huír hacía otra dimensión. Quizá, a ella, solo a ella, la envidio. Ganas de con ella escapar. Conocer lugares que mis ojos no alcanzan ver. Conocer sentimientos que la realidad desconoce existir. Pero que los veo desde mi mundo.

sábado, 13 de novembro de 2010

Pajaros


Hay un mundo afuera que tenemos miedo en seguir, en tocarlo. Hay un mundo que sigue con o sin nosotros. No somos nada para el mundo, pero el mundo es todo para nosotros. Hay que ser pajaros, con grandes alas y grandes ojos, llenos de ganas para empezar a volar. Hay que cumplir rutas que siempre hemos deseado o que debemos cumplir. Al final de la vida, todo debes haber cumplido, con o sin alas. Aunque te las corten, sigues siendo un pajaro. Aunque no puedas volar tan lejos, puedes caminar. No llegarás tan rapido, pero así es la vida, no hay como dar un tiempo a nada, las cosas simplemente pasan como un ciclo. A decir bien, un ciclo no tiene tiempo humano, sino universal. Més o años dan igual, pero cumplirás todo que las otras personas cumplen. Te toca ser gaviota, gavilán, aguila o un simple tu, pajarito, pero hay que llegar hacía muy lejos. Cada pajaro, dejará una huella importante en la vida. Sea su cuerpo, su trabajo o sus huevos, pero huellas son huellas y siempre van a ser tuyas. Hay que ser distinto, que mezclarse al mundo y cumplir. Hay que buscar tu vida, tu rumbo, tu misión. Al nacer, no sabemos, quizás también por toda la vida no llegues saber, pero te tocará intentar todos los caminos que te llegan. Adelante, pajarito, eches a volar, eches a conocer a tu mundo. Tus huellas empiezan un nuevo ciclo.


"Lo que si sé es que me queda mucho por entender."
(Camino Al Sol - RBD)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

FelizCumple


Por três anos, três aniversários. Nesse grande tempo, pode se revelar pra mim, três mulheres. Bem diferentes por sinal. A debutante, a silenciosa e a pequena grande mulher. Muito me orgulha ver essa metamorfose, ver que a borboleta já começa a se mexer para sair do casulo, ser dona do seu próprio nariz e escolher seu futuro. Aquela que já pode respirar e dizer que falta menos de um ano para ser feliz. Aquela que faz a todos muito tranquilos, simplesmente pelo fato de estar perto. Aquela que nos dá vontade de acolher, apoiar e proteger. Aquela que é uma amiga exemplar. A ouvinte, o apoio. Impossível não te adorar e não se apegar. Você, é uma pessoa que entra na vida de muitas pessoas e dificilmente sai. Escorpiana bicuda, manhosa, calculista. Escorpiana perversa, curiosa, risonha. Obrigada por estar aqui mais um ano e me permitir ver a pessoa incrível que você está se tornando. O tamanho da distância é ainda menor pelo carinho imenso que sinto por você e por tudo que você é. Preserve-se assim, meiga, carismática, dócil e esperta. Obrigada por ser uma luz e energia constante na minha vida, espero que isso dure por muitos e muitos anos (ou por toda eternidade, tal como diria Mr. Cullen). Obrigada por existir e por permanecer aqui. Obrigada por essa entrega, esse carinho, esse amor. Te desejo muitas felicidades, muitos anos de vida, muito sucesso e que todos seus desejos possam se realizar, porque você já sabe a chave para tudo isso. Acredite, visualize e seja. Seja, incrivelmente você. Eu te amo muito.

Quiero invitarte a conocer la vida que imagine, donde no existe el dolor y cabe un rio de amor.
(Teen Angels - Para Vos)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Solidão.

Gostaria de saber quem foi que disse que nós precisamos estar com alguém o tempo todo. Não é mais necessidade, é dependência, carência, algo que não é necesariamente algo bom e produtivo para nós. Quanto mais nos aproximamos de alguém, maior a queda quando ela te deixa. O pior, é quando você apenas sonha que ela está próxima. O tombo só cresce. Há quem diga que não existe melhor opção que a solidão, eu sou uma dessas. Não há melhor opção que a não escolha. Não há melhor mundo que o seu. Então, por que, decidimos estar com alguém? Nascemos sozinhos, crescemos e aprendemos coisas que nenhuma outra pessoa no mundo sabe. Temos segredos, temos uma dupla vida e personalidade. Nem sempre queremos compartilha-las com alguém. Quanto mais se tem, mais se quer. Quanto mais se sabe, mais se precisa saber. Estar com alguém, nada mais é do que esperar que ela te machuque, à qualquer momento. O seu silêncio, talvez, seja seu melhor consolo. Não existe melhor pessoa para te entender do que você mesma. Na verdade, você não deveria precisar de mais ninguém, além de você, porque se todos sempre vem e vão, quem sempre fica é você. Você nunca se decepciona, sempre se apoia e sempre se entende. Não há coisa melhor que essa opção. Você, é a melhor opção para que se economize lágrimas, que seu coração não pule pra fora do peito, de tantos traumas que vem. Talvez, se as pessoas pudessem enxergar-nos por dentro, não teriam vontade de destruir-nos tanto. Se viéssemos com uma bula, também poderíamos economizar a tristeza de muitas pessoas. Eu só preciso me refugiar com grandes doses desse remédio, me encontrar em qualquer canto desse quarto e esquecer. Esquecer que um dia fui de todos e não fui de ninguem. Esquecer que eu preciso de alguém pra viver. Esquecer a droga que ebule meu sangue. Eu já não quero essa morfina. Não quero mais viver a droga que é precisar e amar alguém. Não quero mais ser drogada por dependência. Eu preciso me consumir na minha solidão. Preciso entrar em mim e viver comigo. Eu quero ser a minha droga, a minha dor e o meu problema. Eu quero ser aquela que vem e vai de mim quando eu quero. Eu quero pisar em todos os meus ossos e os consertar sozinhos. Quero me encontrar em alguma beira de estrada, perdida e me dar carona. Quero me abraçar debaixo de chuva. Quero aplaudir meu sorriso. Eu quero ter a droga que os outros tem pra me manter viva. Eu quero precisar de mim, como preciso de qualquer outra pessoa.

"Cuidado, cuidado, que mi corazón está colgando en tus manos."
(Carlos Baute & Marta Sánchez - Colgando en tus manos)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Meu.


Às vezes, não pensei que poderia te amar tanto assim ou me viciar em você de uma forma um tanto quanto doente. Às vezes, gostava mesmo de mentir pra mim, dizendo que seu físico era o que realmente importava, apenas pra não sentir o que já tomava conta de mim. Às vezes, não me dava conta do que eu sentia crescia e acelerava aqui dentro. Se era algo apenas visual, pasional e sexual, por que, por você eu aprendi tantas coisas? Por que eu aprendi a entender táticas, a dominar ações que você faz tão bem em campo? Por que recuperei partes de uma criança que treinava o sotaque duramente, por dias, incansávelmente? Por que, por você, eu recuperei todos aqueles fados que um por um, foram tomando conta da minha memória novamente? Todos os elos nos unem. "Saímos" do mesmo lugar, do mesmo barco e fui saber isso anos depois de estar entregue à você. Tudo está ligado, tudo está sempre no seu devido lugar e por alguma razão eu te reencontrei, digamos. Você era a peça que faltava. Eu te reencontrei, te perdi e um tempo depois voltei a te achar. Três de Novembro de Dois Mil e Seis. Quase quatro anos, dominando cada loucura, rindo de cada ato impensado, imaginando qual o próximo erro que o "poliglota" vai dizer. É estranho, porque não conheço ninguém que te ame assim, não de perto. Gosto de ver que as pessoas te amam, mas o ciúme é mais forte. Ciúme. Você acaba comigo, meu ciúme vai ao ar com você e com tudo o que você faz, mas magicamente desaparece ou vira aceitável, aprendo à ignorar. Você me ensinou à controlar isso, de certa forma, à diminuir, à economizar lágrimas. Tudo com você vira mágica, não consigo te levar a sério, muito menos ficar brava com você, em qualquer hipótese. Você me ensinou à insistir nas coisas, justamente nas coisas que ninguém quer. Me ensinou à rir de qualquer coisa, à soltar qualquer piada indevida, à ser irônica com apenas uma frase que quase ninguém entende, à guardar um pouco de mim. Me fez entrar num mundo que nunca pensei que fosse meu, numa família enorme. Me surpreendeu até quando não deveria. Me tirou as palavras da boca e me colocou um sentimento. Me faz amar um ser que eu sequer vi o rosto e já posso matar e morrer por ele, que eu sinto que é tão seu, quanto meu. Aprendi à entrar no seu mundo, sem pedir permissão e você fez o mesmo. Se fosse só sua beleza, não seria por tanto tempo essa entrega, esse vício. Eu conheço a parte boa de você, a parte doce, a parte que sonha, a parte que sente, a parte que ama. Conheço e posso me apaixonar por cada uma das suas qualidades, que são muitas. Você era tudo o que eu precisava, pra me dar apenas bons sentimentos, pra me fazer rir sem motivo, pra me fazer bem. Você, é a minha válvula de escape, pra quando as coisas estão mal ou quando variam. Quando algo está mais ou menos e não atrevo a falar nada. Você me acolhe bem e me dá um motivo pra deixar pra lá. É incrível como você me faz bem. Você me fez ter dois mundos, completamente diferentes e amá-los e defendê-los com loucura. Me fez aprender a amar duas pessoas, de modo sincero. Me ensinou a me repartir, me dividir, me compartilhar, mesmo que isso consista em me deixar louca e deixar os outros também, com tamanha bipolaridade. Tenho vontade de agradecer por cada ocasião especial em que fez algo por mim ou que me permitiu ver sua felicidade, mas isso, só pessoalmente. Obrigada por me fazer ser uma pessoa de muitas alegrias, de muitos amores, de muitas vidas. Partes de mim, não seriam ativadas sem você. Obrigada por fazer algo muito importante pra mim, todos os dias, com tudo que você é. Obrigada por existir na minha vida. Obrigada por me amparar, por nunca me deixar cair e por estar aqui. Obrigada por estar quando eu não consigo falar com ninguém. Obrigada por me ensinar que nem sempre tudo é fugaz, que o amor pode nascer. Obrigada por ser bonito por fora, mas muito mais por dentro. Obrigada por ser assim... tão unicamente meu.

"Quiero amarte hoy, yo quiero amarte hoy, por si no hay mañana."
(Nada Es Para Siempre - Luis Fonsi)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nenem


Você tem alguma noção do amor que eu sinto por você? De quanto ele me estremece a alma, de quanto ele pode me elevar à qualquer outro grau, à qualquer outra dimensão, à qualquer altura, à qualquer estado de ânimo. Ele me faz viver, ele me faz respirar, ele me faz levantar todos os dias pra te olhar, pra te cuidar, pra te fazer sorrir, pra criar modos de te mandar boas energias, de te fazer rir e apenas ser feliz. Você é a minha felicidade. Toda e completa felicidade. Sei, que no fundo, você tem certeza do que eu sinto, mas não tem a dimensão. Deixaria de comer, faria greve de fome, se tivesse apenas que te alimentar. Rasparia a cabeça, se fosse o preço necessário pra te ver mais uma vez. Deixaria minha vida, para ver a sua fluir. Deixaria, com toda certeza do mundo, deixaria. Pois com você e ao seu lado, aprendi o que é o amor. Se eu amei alguém antes, não chegou à isso, com certeza. Você não é o primeiro amor, mas com certeza, é o mais alto, o mais forte, o que pode dilacerar minha alma e meu coração. Você é aquilo de maior que eu tenho na vida. Você é aquilo que sei, que sempre vai estar à salvo. Aquele que me faz calar, que me faz engolir coisas, que me faz entender e sempre aceitar seus motivos. Mas como bons signos que não se completam, que não se engolem e que não se entendem, eu sempre grito o que for, até ver você me provocar ou mudar de opinião. Ambos não aceitamos críticas, ambos não aceitamos abaixar a cabeça, mudar os conceitos ou aceitar opiniões capazes de converter totalmente a nossa. Não aceitamos estar errados, mas só nós nos entendemos. Só nós somos capazes de mudar isso, da maneira mais provocativa do mundo. Aquela em que ambos se calam ou riem. Somos assim, são cinco anos assim. Eu sei seus passos, seus traços, suas verdades e mentiras. Você precisa de muito me ver, me estudar, espiar e vigiar pra conseguir algo, mas se consegue, acerta! Touché! Somos o casal perfeito, um casal tão grudado, que não há espaço pra que ninguém nos entenda, não permitimos. Seu toque, seu cheiro, seu beijo, suas carícias, seus olhares, sua forma, seu espírito, seu corpo, cada fio de cabelo, cada poro, cada célula que te constitui, são permanentes em mim, vivem em mim, me transmitem algo maior, algo melhor, faz parte do meu corpo como meu próprio sangue. Eu respiro seu ar, agora. Tudo é tão mais cheio de cor e novo. Algo agora, sempre te traz de volta, sempre me deixa você mais próximo, bem mais próximo. Mesmo que não queira, mesmo que não pense... tudo à minha volta conspira mais e mais de você, bem mais, sempre mais. O nosso, não termina aqui, é simplesmente mais um começo, mais uma renovação, mais uma era, de muitas que virão. Desejo mais de você, te desejo por inteiro e isso atrai, me atrai, nos atrai. Eu te chamo, eu te busco, eu te venero. Eu te quero, eu te preciso, eu te amo, meu neném. É. Neném. Aquele único, que consigo chamar com esse apelido, porque brota do mais fundo do meu ser, do meu lado mais criativo e sincero, do meu lado gentil e infantil, do meu lado que só é entregue à você. Ao seu lado, pude (posso) sentir o que é amar, o que é a sensação de estar perto de alguém que se ama. Eu senti que amo alguém e não senti remorso ou raiva de mim por isso, não me ignorei. Desde que aprendi a te amar, é simples e unicamente o que faço e o que sei fazer: te amar mais. Eu não sei se existia antes de você, eu sei que hoje, tenho uma vida, um alguém, uma força, que uma única pessoa não teria. Somos dois, somos um. Só você entende, só você sabe, só você sente e aparece quando eu preciso. Só você, meu amor. É só de você que eu preciso. É só pra você que eu existo. Me toca, me beija, me abraça e me ama outra vez. Minha existência toda, depende de você. Eu te amo muito mais do que posso citar.

O amor é a nossa resistência, eles vão nos manter separados e eles não vão parar de nos quebrar, me segure, nossos lábios devem estar sempre selados. Se vivermos a nossa vida no medo, vou esperar mil anos, só pra ver você sorrir novamente.
(Resistance - Muse)


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Gajo.

Às vezes, não entendo como posso amar-te tanto. És meu oposto, és nada do que quero, externa e internamente. Mas quero mais de ti, quero sempre provar mais desse teu insaciável karma, em mim. Pressiona-me, embriaga-me, vicia-me. O melhor de ti, eu vejo, anima-me. Impulsiona-me à amar-te mais, à estar mais perto de ti. Dá-me, sempre, aquela vontade de encher-te de palmadas quando erras ou estar com braços abertos quando acertas. Sempre acertas, de alguma maneira. Nem que seja acertar o meu ponto máximo de ciúmes, de ira ou de amor, de orgulho. Preenche-me de vida, de risos, de contemplamento. Amar-te, é contemplar-te, sem mais. Contemplar, em teu mais fundo, aquele gajo tão infantil e tão dependente de carinho. Aquele que eu quero. Aquele que eu amo. Aquele que carrego na mente, no peito e nas costas, ante qualquer coisa. És o que eu precisava para distrair-me, para lembrar-me um pouco mais de mim. Contigo, vejo um lado da minha essência, que não vêem em nenhuma parte. Amar-te, é agradecer-te. Agradecer-te ao mais, pelo que só eu sei que fizestes por mim. Obrigada por ensinar à essa rapariga à sorrir, sem causa, à rir por estúpidos motivos, à ser completa. Obrigada à ti, meu menino Cristiano.